sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Alegria do Evangelho - A Igreja no Mundo

A Igreja na Praça pública...
Os Pastores, acolhendo as contribuições das diversas ciências, têm o direito de exprimir opiniões sobre tudo aquilo que diz respeito à vida das pessoas, dado que a tarefa da evangelização implica e exige uma promoção integral de cada ser humano. Já não se pode afirmar que a religião deve limitar-se ao âmbito privado e serve apenas para preparar as almas para o céu. (#182)

Por conseguinte, ninguém pode exigir-nos que releguemos a religião para a intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos. Quem ousaria encerrar num templo e silenciar a mensagem de São Francisco de Assis e da Beata Teresa de Calcutá? (#183)
Bravo Papa Francisco! Nada como meter o dedo na ferida.

Aliás, o próprio Papa Francisco está, paradoxalmente e contra a sua vontade, a ser o maior exemplo do que acaba de criticar!

Bento XVI ou o Patriarca de Lisboa criticam o aborto ou os excessos da secularismo anti-religioso? Lá estão os padrecos a meterem-se onde não devem, diz os mesmos do costume.

Papa Francisco critica o sistema económico internacional? Finalmente a Igreja a falar sobre questões importantes para a sociedade! Não percebem a contradição? E não pensem que é só uma questão da esquerda e dos liberais, embora seja sobretudo. Há forças conservadoras que fazem exactamente o mesmo, batendo palmas cada vez que a Igreja condena os males morais, mas rasgando as vestes quando o Papa fala de economia.

Um são pluralismo, que respeite verdadeiramente aqueles que pensam diferente e os valorizem como tais, não implica uma privatização das religiões, com a pretensão de as reduzir ao silêncio e à obscuridade da consciência de cada um ou à sua marginalização no recinto fechado das igrejas, sinagogas ou mesquitas. (...) O respeito devido às minorias de agnósticos ou de não-crentes não se deve impor de maneira arbitrária que silencie as convicções de maiorias crentes ou ignore a riqueza das tradições religiosas. (#255)
Porque é precisamente disto que se trata. Passámos da liberdade religiosa para a liberdade da religião, no sentido de as pessoas serem “livres da religião”. Bento XVI sempre disse que a Igreja não procura impor a sua mensagem, mas propor. Ninguém tem o direito de a impedir de o fazer.


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