quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Alegria do Evangelho - O Islão

É admirável ver como jovens e idosos, mulheres e homens do Islão são capazes de dedicar diariamente tempo à oração e participar fielmente nos seus ritos religiosos. Ao mesmo tempo, muitos deles têm uma profunda convicção de que a própria vida, na sua totalidade, é de Deus e para Deus. (#252)

Nós, cristãos, deveríamos acolher com afecto e respeito os imigrantes do Islão que chegam aos nossos países, tal como esperamos e pedimos para ser acolhidos e respeitados nos países de tradição islâmica. Rogo, imploro humildemente a esses países que assegurem liberdade aos cristãos para poderem celebrar o seu culto e viver a sua fé, tendo em conta a liberdade que os crentes do Islão gozam nos países ocidentais. Frente a episódios de fundamentalismo violento que nos preocupam, o afecto pelos verdadeiros crentes do Islão deve levar-nos a evitar odiosas generalizações, porque o verdadeiro Islão e uma interpretação adequada do Alcorão opõem-se a toda a violência. (#253)
Recentemente vi-me envolvido numa discussão sobre um caso que se passou em Sevilha onde, a confiar na fonte, um grupo de cidadãos enterrou um porco no terreno onde se planeava construir uma mesquita, profanando dessa forma o terreno, do ponto de vista muçulmano, e impedindo que o projecto avançasse.

Para meu grande espanto, entre as pessoas que se pronunciaram, eu era dos poucos que defendia que a atitude era ridícula e ofensiva e, basicamente, anticristã.

Muitas vezes o argumento usado para discriminar contra os muçulmanos no ocidente é o facto de os cristãos serem perseguidos e discriminados no Médio Oriente e outros países muçulmanos. Mas não é preciso pensar muito para perceber que a lógica é contraproducente. Qualquer acto anti-islâmico, seja queimar um Alcorão, seja ofender Maomé, seja enterrar um porco no local de construção de uma mesquita, apenas serve para consolidar a ideia generalizada no mundo islâmico de que os ocidentais os odeiam, reforçando a perseguição aos cristãos naqueles locais.

Felizmente, nesta exortação, o Papa tem o bom senso de virar o bico ao prego e pedir aos cristãos que acolham os muçulmanos, sobretudo os pobres, “tal como esperamos e pedimos para ser acolhidos e respeitados nos países de tradição islâmica”, e não como “somos” recebidos na prática. A bitola tem de ser outra.

Mas logo de seguida, para não ser ambíguo, o Papa pede essa mesma responsabilidade aos muçulmanos: “Rogo, imploro humildemente a esses países que assegurem liberdade aos cristãos para poderem celebrar o seu culto e viver a sua fé, tendo em conta a liberdade que os crentes do Islão gozam nos países ocidentais.”

Religião da paz? Os muçulmanos que se pronunciem
Onde penso que o Papa vai longe de mais é quando diz que “o verdadeiro Islão e uma interpretação adequada do Alcorão opõem-se a toda a violência”. Não é que não seja verdade, é precisamente porque nem eu, nem o Papa, temos autoridade para dizer o que é ou não é o verdadeiro Islão ou uma interpretação adequada o Alcorão.

Não existe uma autoridade central no Islão que possa esclarecer isto. Sei que há muitos muçulmanos que concordariam com o Papa, mas sei que muitos outros têm uma visão muito diferente, e não me arrisco a pronunciar sobre quem é maioritário dentro daquele universo.

Mais, cada vez que um líder político ou cristão se levanta para dizer que “o verdadeiro Islão” é isto ou aquilo isso só descredibiliza, aos olhos de quem já desconfia do Cristianismo, os próprios muçulmanos que defendem essas posições.

Se eu fosse um muçulmano com ressentimentos para com o ocidente, e viesse o Obama ou o Papa dizer que o verdadeiro Islão é o da paz e do amor, então essa versão do Islão ficaria, para mim, arrumada na gaveta do insignificante.

De resto, no parágrafo anterior, o Papa elogia a devoção e o teocentrismo da vida de muitos muçulmanos, dizendo que isso devia ser inspirador para os cristãos. São palavras simpáticas que de modo nenhum devem ser confundidas com uma defesa da religião islâmica ou um apelo ao sincretismo religioso, como me parece bastante evidente.

3 comentários:

  1. Filipe Avillez, a sua ingenuidade é tão infantil, que a considero grave..., gravíssima, pois não tem consciência do que está por detrás desta invasão muçulmana. Sendo certo que há gente boa entre os muçulmanos, como gente má fora desse grupo, a realidade mostra-nos que o Islão pretende impor-se na Europa, obviamente que inicialmente vem falar em benevolência e usando a infantil ou doentia ingenuidade dos Cristãos..., que depois irão ser crucificados como fazem nos seus países..., ou não acredita nos relatos e fotos/filmes dos massacres cometidos pelos muçulmanos? E conhece a violência que vai havendo por essa Europa fora, feita por eles, nomeadamente sobre judeus?
    Desafio-o a ser coerente e a dizer publicamente que assume todas as responsabilidades inerentes à vinda de muçulmanos para Portugal, nomeadamente indemnizações aos Portugueses prejudicados por eles. Fico aguardando o seu público compromisso.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Meu Deus!!! O autor deste blog está a dormir!!! Está a ser assassinado 1 cristão a cada 5 minutos! Veja o vídeo do Youtube "O Islão em Números", ou "Islão, o que o Ocidente Precisa Saber". Visite o site "Ex-Muçulmanos". Procure informar-se. Este Papa comunista está ao serviço do Islão.

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