sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A "moda" das peregrinações

Bento XVI despediu-se hoje dos delegados e líderes religiosos que estiveram em Assis, elogiando os milhões de pessoas que no terreno trabalham pelo convívio pacífico entre diferentes religiões.

Os sucessores ao trono do Reino Unido (e simultaneamente de mais 15 países) vão passar a poder casar com católicos sem ter de abdicar dos seus direitos, como tinham de fazer até agora.

Está cada vez mais “na moda” peregrinar. A jornalista Ângela Roque foi explorar o fenómeno junto ao Grupo de Peregrinos a Santiago, do Estoril.

A GNR da Guarda quer a ajuda dos Padres para avisar os idosos sobre os perigos dos burlões.

E já foram divulgadas as primeiras actividades da Escola de Oração do Patriarcado de Lisboa. Podem ver o programa provisório aqui.

Programa da Escola de Oração de São José - Lisboa e Cascais

Aqui fica o programa da Escola de Oração para o ano de 2011 e 2012.
Os interessados devem-se inscrever por e-mail para  escolaoracao@gmail.com (indicar: nome/data nasc. /paróquia/contactos)


LISBOA

       Oração dia a dia
Módulo Anual – tema Bíblico
(Evang. de S. Marcos)

Ig. do Sagr.Coração de Jesus
Pe.Jorge Anselmo e José António Santos

Encontro mensal, Domingo das 21:00 às 22:30
13 de Novembro, 11 de Dezembro, 8 de Janeiro, 5 de Fevereiro, 4 de Março, 1 de Abril, 6 de Maio, 3 de Junho

       Ler para rezar
Modulo de iniciação à Lectio Divina
(3 sessões, à 3ª-feira)
Ig. do Sagr. Coração de Jesus
Pe. Paulo Malícia

8, 15 e 22 de Novembro, 21:30-23:00

      Retiro em etapas
“Faça-se em mim” (Lc 1,38)
Módulo para o Advento

Ig. Campo Grande  (3 sessões, à 2ª-feira)
Família Missionária Verbum Dei
28 Nov, 5 e 12 de Dez., 21:30-23:00

Ig. Parque das Nações  (3 sessões, à 6ª-feira)
Pe. Vitor Gonçalves
25 Nov, 2 e 9 de Dez., 21:30-23:00

        Peregrinar: andar ou rezar? – Caminhos de Santiago
Módulo de formação para orientadores de peregrinação

Ig. do Sagr. Coração de Jesus
Pe. Jorge Anselmo e Rodrigo Cerqueira (mais alguns peregrinos)  
                       
Sábado, 21 de Janeiro, 10:00-18:00 (sala de conferências)

         Exame de Consciência: a consciência em exame
Módulo de formação para o exame de consciência diário e da confissão


Ig. do Sagr. Coração de Jesus
Pe. Jorge Anselmo e Pe. Ricardo Neves

2, 9 e 16 de Fevereiro, 21:30-23:00
(3 sessões, à 5ª-feira)


CASCAIS
                                            

        Oração dia a dia
"Rezar a Missa"
Módulo Anual a partir da liturgia da Missa

Ig. Stº António do Estoril, das 21:00 às 23:00
Cón. Luís Manuel
Primeiro encontro dia 14 de Novembro

 Retiro em etapas
   
Módulo para o Advento (3 sessões)
“Faça-se em mim” (Lc 1,38

e Quaresma  (4 sessões)
“Nascer de novo” (Jo 3,3)
Advento
Ig.Oeiras - Pe. Ricardo Neves: 29 Nov., 6 e 13 Dez.
Ig.Cascais - Pe. Nuno Westwood: 28 Nov., 5 e 12 Dez.

Quaresma
Ig.Oeiras - Pe. Nuno Coelho: 8, 15, 22 e 29 Março
Ig.Estoril - Cón. Mário Pais: 29 Fev; 7, 14 e 21 Março



SECTOR DE ANIMAÇÃO ESPIRITUAL
calendário de retiros TURCIFAL 2011-2012
Inscrições:  animacaoespiritual@gmail.com

(indicar: nome/data nasc. /paróquia/contactos)geral@igrejacampogrande.pt


JOVENS



Advento 2-4Dez 2011 
 Pe.Nuno Amador   

Realiza-se na casa de retiros do Rodízio

Quaresma 2-4Março 2012
Pe.Hugo Gonçalves

Turcifal


TODOS



9-11 Dez 2011 (3 dias)
Pe.Peter Stilwell
                                            
Turcifal - inicio ás 9h do dia 9

10-12Fev 2012                  
Cón.Luis Alberto

Turcifal


CASAIS



9-11 Março 2012                
Frei Luís de Oliveira, ofm

Turcifal


4-6 Maio 2012  
Cón. Mário Pais

Turcifal -10 a 15 quartos

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Assis e mais Assis


Hoje os olhos do mundo religioso estiveram pousados em Assis onde Bento XVI esteve, com cerca de 300 convidados de diferentes confissões religiosas, numa peregrinação pela paz.
Chamo particularmente a vossa atenção para o discurso do Papa ao fim da manhã. Muito forte. Podem ver aqui a notícia e aqui o texto completo. A minha opinião está aqui (e aqui também).
Ao fim da tarde Bento XVI despediu-se dos presentes com a promessa de que “continuaremos unidos”.
Portugal esteve representado, curiosamente, por um membro da comunidade ismaelita, entrevistado aqui.
De resto e sobretudo para quem vive mais a norte de Portugal, fica a informação de que o Mosteiro de Santa Maria de Salzedas já abriu ao público. Por esta reportagem fica a ideia que a visita vale bem a pena!

A verdadeira religião não é violenta? Quem decide?


De nada adianta, como tantos líderes religiosos e fiéis gostam de fazer, negar que a religião tem um potencial de violência e que grande parte da violência no mundo é motivada por ela. O próprio Papa admitiu-o hoje.
Claro que isso não significa que a violência religiosa seja inevitável. Será antes uma utilização abusiva da fé: “repetimos com vigor e grande firmeza – que esta não é a verdadeira natureza da religião. Ao contrário, é a sua deturpação e contribui para a sua destruição”, afirmou hoje Bento XVI.
Mas será mesmo? Quem decide? O próprio Papa levanta estas questões antecipando-se aos eventuais críticos. No fundo está a questão: Quem está mandatado para definir o que é a verdadeira religião e o que não é?
Na Igreja Católica a resposta é mais fácil. Com uma estrutura estritamente hierárquica a legitimidade cabe ao sucessor de Pedro, que todos sabemos quem é.
Mas no Judaísmo e no Islão, com as suas múltiplas correntes? E nas igrejas protestantes e evangélicas? E na multiplicidade de seitas, com incontáveis milhões de seguidores?
Somos recordados das tentativas vãs dos políticos ocidentais, desde Bush a Blair, sem esquecer Obama e tantos outros, que insistem em falar do “verdadeiro Islão”, escolhendo como interlocutores e elevando os seus representantes mais moderados, com uma legitimidade que vem ninguém sabe bem de onde. Haverá melhor maneira de alienar um jovem muçulmano do que meter um político ocidental a dar-lhe sermões sobre a sua própria religião?
O Papa não respondeu às questões que levantou. Não pode. Ele saberá que esse debate não se ganha com retórica nem com a razão.
Essa legitimidade e autoridade ganha-se nos corações. Quando os promotores da paz forem rectos e puros de coração, quando o perdão for a sua reacção automática perante a ofensa e mostrarem ao mundo que por essa mesma razão são mais e melhores homens e mulheres; quando puderem apresentar-se credivelmente ao mundo como um novo modelo de heroísmo, aí sim os terroristas estarão em desvantagem.
O encontro que hoje decorreu é um ponto de partida, o verdadeiro trabalho terá de ser feito internamente e aí se verá quem esteve do corpo presente para aparecer nas fotografias e quem esteve de alma e coração.
Filipe d'Avillez

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Indianos preparam Diwali, italianos preparam Assis


Aos leitores hindus que sei que temos, votos de Deepavali ki Shubhkamnayein.
É verdade, hoje é o dia mais importante do calendário Hindu, celebrado também por Sikhs e Jains. A Igreja Católica cumpriu a tradição de saudar os hindus por esta ocasião.
Em Itália e por cá começam as preparações para o encontro inter-religioso de Assis. Amanhã poderão contar com uma entrevista com um participante português.

Deepavali ki Shubhkamnayein

Hoje é Diwali, também conhecido como Deepavali, um dos dias mais importantes do calendário Hindu mas não só. Também os Sikhs e os Jains, outras duas religiões com origem na Índia, festejam este dia.

As razões variam de religião para religião. Os hindus celebram, entre outras coisas, a vitória de Vishnu sobre o Bali e consequentemente estes são dias de festejo da vitória do bem sobre o mal, a luz sobre a escuridão. É daí que vem a tradição de acender lamparinas e de iluminar a noite com fogo-de-artifício.
Já os sikhs celebram principalmente a libertação do Guru Hargobind Ji da prisão no ano 1619, enquanto os Jains festejam o dia em que o Senhor Mahavira atingiu o nirvana, ou o estado de perfeição, no ano 527 antes de Cristo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Verão da Sharia e "O Último Segredo"


Nos últimos dias recebi alguns e-mails a perguntar se a Igreja tinha dito alguma coisa sobre o mais recente livro de José Rodrigues dos Santos. Disse sim, está aqui.
Falando agora de coisas sérias, a Igreja Católica fez algumas propostas em relação ao sistema financeiro. Pode ver aqui a reacção de D. Carlos Azevedo. O artigo tem ligações para as notícias originais também.
Até amanhã com mais novidades, certamente centradas no encontro de Assis que começa na Quinta.

José Rodrigues dos Santos e eu


Estive fora de Portugal os últimos dias e por isso fui apanhado de surpresa com a “polémica” do mais recente livro de José Rodrigues dos Santos.
Mais surpreendido fiquei quando soube qual o livro que serviu de base para toda a tese do jornalista. Passo a explicar.
Em Junho de 2007, quando trabalhava na revista Os Meus Livros, fui convidado a participar num debate sobre Deus e a Literatura, onde partilhei uma mesa com José Rodrigues dos Santos, o padre Carreira das Neves e Álvaro Santos Pereira, simpático autor do livro “Diário de um Deus Criacionista” e organizador da iniciativa.
A minha contribuição para o debate centrou-se na apresentação breve de uma selecção da multidão de títulos que tinham sido publicados recentemente e que envolviam de alguma maneira Deus e a religião. Isto foi no auge do fenómeno Dan Brown, por isso foi preciso uma caixa para levar apenas aqueles que tinha achado mais curiosos.

A esmagadora maioria eram teorias da conspiração que rapidamente caíram no esquecimento. Mas havia um que era especialmente curioso, escrito por um tal Bart Ehrman. Em português chamava-se: “Os Monges que Traíram Jesus” e tinha na capa um desenho de dois monges em posição de conspiração sinistra.
Tudo indicava que se trataria de mais um romance conspirativo de meia-tigela. Mas não, afinal era um interessante, embora discutível, tratado académico sobre como várias passagens da Bíblia mudaram e evoluíram ao longo do tempo. E mais, o título em inglês: “Misquoting Jesus: The Story Behind Who Changed the Bible and Why”era muito mais suave do que a versão bombástica que foi escolhida pelos editores portugueses.
Cinco anos mais tarde, não é que descubro que foi precisamente este livro e este autor que José Rodrigues dos Santos usou para sustentar as teses da sua obra? Não presumo assumir responsabilidade pela relação, simplesmente realçar uma coincidência.
De resto, que dizer deste livro? Nada que não tenha já sido dito por pessoas mais credenciadas que eu. Enquanto jornalista de religião, com alguns anos de experiência no sector dos livros, apenas tenho a lamentar ter de assistir ao percurso de um homem como José Rodrigues dos Santos, que começou por escrever livros bem sucedidos e originais e agora acaba por chafurdar no mesmo lodo que tantos outros.
Se ao menos fosse o primeiro português a fazê-lo, teria esse crédito, mas Luís Miguel Rocha ocupou esse lugar há muito tempo e não deve deixá-lo tão depressa.
Ao garantir a veracidade de tudo o que escreve, Rodrigues dos Santos estabelece-se como imitador de um imitador de Dan Brown e, o que é pior, revela que está disposto a trocar a sua integridade intelectual (algo que um bom jornalista deveria prezar) pelo lucro que certamente arrecadará das vendas do seu livrinho.
Filipe d’Avillez

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cardeal em greve de fome e padre com pena suspensa


Estamos a pouco mais de uma semana do encontro inter-religioso de Assis e já foi divulgada a lista de participantes. Muitos recordarão que o então Cardeal Ratzinger foi muito crítico do encontro original de 1986. Então porque é que vai e o que podemos esperar?
Não é todos os dias que um cardeal entra em greve de fome. Durante os próximos três dias o Cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong (na imagem), vai viver à base de água e a comunhão diária. Saiba porquê.
O recém-consagrado bispo de Bragança – Miranda afirma que a sua diocese será particularmente atingida pelas medidas de austeridade.
Lembram-se do padre de Boticas que foi apanhado com um arsenal em casa? Apanhou três anos de pena suspensa.
Finalmente, se tem dúvidas vocacionais e um iPhone, experimente o novo “Vocations App” lançado pela Igreja irlandesa.

Bento XVI e o “espírito de Assis”


Para muitas pessoas foi surpreendente saber que Bento XVI tencionava evocar a memória do encontro inter-religioso de Assis, a que o Papa João Paulo II presidiu em 1986.
O então Cardeal Ratzinger foi um crítico de Assis em 1986 e na altura escusou-se a participar no encontro, um gesto que teve o peso adicional do facto de na altura ele ser Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ou seja, o guardião da ortodoxia do Catolicismo.
A principal preocupação de muitos cristãos, sobretudo aqueles de tendência mais conservadora, com o encontro de Assis, é a imagem que transpareceu e que poderia ser interpretada como sincretista, como se no fundo todas as religiões tivessem o mesmo valor, fossem igualmente válidas.
O facto de algumas igrejas católicas terem sido atribuídas a representantes de outras religiões também foi uma questão complicada. As imagens de budistas a venerar uma estátua do fundador da sua religião colocada no altar de uma Igreja Católica ainda hoje é usada como arma de arremesso por grupos como os lefebvrianos, por exemplo.
Por isso, embora na prática seja compreensível que Bento XVI não pudesse deixar passar o 25º aniversário daquele que foi o mais significativo encontro inter-religioso da história, não é de espantar que esta edição tenha o seu cunho e seja, por isso, diferente da original.
Numa carta endereçada a um amigo luterano, que lhe escrevera a manifestar preocupação sobre a reedição de Assis, o Papa esclarece bem a sua posição:
“Compreendo bem a sua preocupação em relação à participação no encontro de Assis. Contudo, esta comemoração tinha de ser assinalada de algum modo e, no fim de contas, pareceu-me melhor estar presente para poder determinar a orientação pessoalmente. Farei tudo o que estiver ao meu alcance para impossibilitar uma interpretação relativista ou sincretista do evento para que fique claro que sempre acreditarei e confessarei aquilo para o qual chamei à atenção da Igreja com o «Dominus Iesus»”.*
A declaração Dominus Iesus foi emitida em Agosto de 2000 e afirma, entre outras coisas, que só a Igreja Católica possui o pleno da verdade, embora reconheça que outras religiões possam ter elementos de verdade. Afirma ainda que as comunidades cristãs que não tenham os sete sacramentos válidos não são igrejas no sentido correcto do termo, devendo antes ser descritas como “comunidades eclesiais”.
Por tudo isto podemos esperar um encontro de Assis bastante diferente daquele de 1986. Para começar, deverá ficar bem claro que as diferentes religiões não vão rezar “em conjunto” pela paz, mas sim rezar “ao mesmo tempo” pela paz, cada um segundo a sua tradição, para não se correr o risco de cair no relativismo, tendência que o Papa tem criticado desde a primeira hora do seu pontificado.
Filipe d’Avillez
* O excerto foi divulgado pelo Cardeal Raymond Burke, num encontro no Vaticano, e reproduzido pelo blog tradicionalista Rorate Caeli no dia 3 de Outubro de 2011.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bens Culturais da Igreja e ordenação de mulheres


Hoje assinala-se o primeiro Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja.
Hoje de manhã foi finalmente libertado Gilad Shalit. A troca do soldado israelita por mais de mil activistas palestinianos levanta uma série de questões morais e religiosas, exploradas aqui.

Quanto vale a vida de um israelita?


Podem perguntar: o que tem a libertação de Gilad Shalit a ver com religião? Respondo que quase tudo o que se passa no Médio Oriente tem alguma coisa a ver com religião.
A troca de mais de mil detidos palestinianos por um soldado israelita levanta dezenas de questões, algumas das quais especificamente religiosas, outras do campo da moral.
Não é por acaso que há rabinos a favor e contra a troca que esta manhã se efectuou. Vejamos algumas das questões que se põem:
É moralmente lícito libertar mil pessoas que, directa ou indirectamente, são responsáveis pela morte de mais de 500 israelitas, em troca de um só soldado?
O que dirão os israelitas se algum dos homens hoje libertado matar mais israelitas no futuro?
Não está Israel a incentivar que mais dos seus soldados sejam raptados?
Os soldados israelitas ficam a saber os sacrifícios que o seu país está disposto a fazer para lhes resgatar, mas por outro lado para quê arriscar a vida a deter militantes palestinianos se estes podem vir a ser libertados passado pouco tempo noutra troca?
Um comentador escrevia hoje no Jerusalem Post que a troca (e esta não foi a primeira vez que se efectuou um acordo deste género) revela a diferença entre Israel e os seus inimigos. É que enquanto Israel considera a vida sagrada e está disposta a fazer grandes sacrifícios para salvar os seus, os seus inimigos louvam a morte e estão dispostos a morrer e a perpetuar uma cultura do martírio para ferir o país judaico. É uma posição interessante, que merece reflexão, na certeza de que, neste conflito pouco ou nada é preto ou branco.
Confesso que tenho uma dúvida diferente, que ainda não vi ninguém discutir. É claro que, do ponto de vista puramente pragmático, a Palestina conseguiu a libertação de mais de um milhar de militantes. São mil pais, irmãos, filhos e filhas que regressam às suas casas. Isto ninguém lhes tira.
Mas ao aceitar este acordo não está o Hamas a aceitar a ideia de que a vida de um israelita vale mais do que a de um palestiniano? Neste caso, mil e tal vezes mais? Haverá esperança para a paz nesta região enquanto o valor da vida de uns for tida como (tão) superior à dos outros?
Quanto vale a vida de um israelita? Israel deu a sua resposta hoje, que não surpreende. Que os palestinianos aceitem, sejam quais forem as vantagens imediatas, são outros quinhentos. Ou mil, neste caso.
Filipe d'Avillez

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sikhs Centenários e "indignados" contra a Igreja


Hoje, para variar, começamos com uma notícia sobre outra religião que não a Igreja Católica.
Apresento-vos Fauja Singh, fiel da religião Sikh que, aos 100 anos completou a maratona de Toronto. E o que é que levava escrito na camisola? Vejam que vale a pena.
A partir de Outubro de 2012 a Igreja Católica entre no “Ano da Fé”. Assim decretou Bento XVI, no mesmo dia em que entrou na Basílica de São Pedro numa plataforma movível. Devemos estar preocupados com a saúde do Papa?
Notícias “episcopais”… D. Manuel Clemente completa 10 anos a fazer o “Dia do Senhor”, na Renascença. O jornalista João Santos Duarte mostra-lhe os bastidores do programa, numa reportagem vídeo.
O futuro bispo auxiliar de Lisboa, cónego Nuno Brás, concedeu uma entrevista à Renascença em que fala de vários assuntos, incluindo da actualidade económica e política, que pode ouvir na íntegra aqui.
Um bispo americano tornou-se o primeiro daquele país, talvez só o segundo do mundo, a ser formalmente acusado de encobrir um padre pedófilo. A história não é tão clara como possa parecer. Leia e decida por si.
Terminamos com dois casos de violência. Um padre missionário assassinado nas Filipinas e o lamento do Vaticano pela profanação de uma Igreja pelos “indignados” de Roma, no passado Sábado.

A saúde do Papa


Bento XVI utilizou ontem uma plataforma ambulatória para fazer a entrada na Basílica de São Pedro. A mesma plataforma começou a ser usada por João Paulo II nos últimos cinco anos do seu pontificado, quando a sua saúde começou a deteriorar-se
Numa nota, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, afirmou que o uso da plataforma é apenas uma precaução, para evitar que o Papa se canse em demasia e que não se deve fazer qualquer especulação sobre o seu estado de saúde, que está bem. Dos boatos que circulam sempre sobre este tipo de assuntos, o máximo que se diz é que Bento XVI sofre de tensão alta.
O gabinete de imprensa da Santa Sé referiu ainda que a utilização da plataforma deverá tornar-se hábito a partir de agora para este género de eventos.
É claro que as especulações são naturais neste caso. Às vezes, porém, vale a pena descer à terra e pensar: quantas pessoas de 84 anos é que conhecemos que continuam a trabalhar a este ritmo? Arranjaram-lhe uma forma de se movimentar sem se cansar... não é preciso começar já a escrever os obituários.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ícone de Nossa Senhora de Fátima

A propósito desta notícia achei interessante partilhar com os leitores a imagem do ícone russo de Nossa Senhora de Fátima, que podem ver abaixo.
Este ícone encontra-se na capela bizantina da Domus Pace, a residência do Exército Azul, em Fátima.
A mesma capela tinha o ícone original de Nossa Senhora de Kazan, que João Paulo II fez questão de devolver à Rússia antes de morrer. O seu sonho era levar o ícone de volta pessoalmente, mas infelizmente nunca se realizou.
A capela da Domus Pace é uma de apenas duas capelas bizantinas construídas de raiz em Portugal. A outra foi feita em casa dos reis da Bulgária, quando estiveram exilados no Estoril, e encontra-se agora na embaixada da Bulgária, sendo por isso complicada de visitar.
Há celebrações diárias da Divina Liturgia na capela de Fátima, no rito bizantino (católico), presididas por padres da Igreja Greco-católica da Ucrânia que cá se encontram.

Crises: A nossa, a russa e a egípcia

Fora de portas os generais egípcios prometeram rever uma das leis que mais problemas tem causado para os cristãos coptas, a que torna praticamente impossível construir ou restaurar igrejas. É a segunda vez que fazem esta promessa, resta saber se desta é para cumprir.
Finalizamos com uma chamada de atenção para o artigo de opinião de Aura Miguel, que reflecte sobre a homilia em que o Arcebispo católico de Moscovo disse que o poder do mundo odeia aquilo que dá glória a Deus.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fátima, feriados e forca


O Arcebispo Católico de Moscovo, que é italiano, presidiu este ano às celebrações de Fátima. Monsenhor Paolo Pezzi alertou para a existência de poderes “do mundo” que odeiam “tudo aquilo que dá glória a Deus”.
O Arcebispo [na foto] falou também da questão da conversão da Rússia, tema presente na mensagem de Fátima, considerando que esse desejo de conversão se aplica a todos os homens, a começar por ele.
Os bispos portugueses estão abertos a discutir a eventual extinção de alguns feriados religiosos, mas já avisaram: A última palavra pertence sempre ao Vaticano.
Na cena internacional regressamos ao Egipto onde os generais tentaram ontem justificar o massacre de 24 cristãos com o pânico dos soldados que estavam de serviço… Serão estes os mesmos soldados que nunca usaram da força contra os manifestantes da praça Tahrir?
Algumas pessoas enviaram perguntas e dúvidas sobre a existência dos coptas. De onde vêm?quantos são? etc. Aqui podem ficar a saber mais sobre estes cristãos, a maior comunidade no "mundo islâmico".
Do Irão uma boa notícia, por enquanto. O pastor cristão que tinha sido condenado à morte viu a pena revogada e o caso reenviado para o tribunal de primeira instância. Agora é esperar para ver se Nadarkhani se safa mesmo da forca, ou não.
E no Sudão o presidente Al-Bashir garante que o país vai adoptar uma constituição estritamente islâmica.

Quem são os Coptas?

Os coptas são os descendentes dos egípcios antigos e a sua presença no país antecede a invasão árabe do século VII.

O Cristianismo existe no Egipto desde a sua aurora. A tradição atribui a evangelização naquela região ao Evangelista São Marcos, que terá sido bispo de Alexandria.

Desde os primeiros tempos da era cristã Alexandria assumiu uma enorme importância na Igreja Universal. Era um grande centro de educação cristã e só se encontrava atrás de Roma na hierarquia dos primeiros quatro Patriarcados – Roma, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.

Foi na região do Egipto que nasceu a tradição do monaquismo, preconizada por Santo Antão. Ainda hoje os mosteiros são uma pedra angular da cultura e espiritualidade cristã copta, incluindo uma iconografia muito rica e distinta. Um exemplo é o ícone de São Minas e Cristo, que foi adoptado pela comunidade ecuménica de Taizé.
A palavra Copta deriva do egípcio Aegiuptos, que significa nada mais nada menos que “egípcio” e desde a invasão árabe passou a designar os habitantes originais do país, que na sua maioria mantiveram o Cristianismo.

Hoje os cristãos coptas representam cerca de 10% da população, o que equivale a cerca de 8 milhões de fiéis. A esmagadora maioria pertence à Igreja Copta Ortodoxa, liderada pelo Patriarca de Alexandria, Papa Tawadros II eleito em Novembro de 2012. Esta Igreja separou-se da Igreja Universal depois do concílio de Calcedónia, devido a divergências teológicas sobre a natureza de Cristo. Faz parte da comunhão de Igrejas Ortodoxas pré-calcedónias juntamente com a Igreja Arménia Ortodoxa, a Igreja Siríaca Ortodoxa, a Igreja Ortodoxa Etíope e a Igreja Malankara, da Índia.

Existem ainda outras confissões cristãs no Egipto, incluindo algumas igrejas coptas protestantes e uma pequena Igreja Copta Católica, com umas centenas de milhares de fiéis.

Existe ainda uma importante diáspora copta em países ocidentais, tal como a Austrália, Estados Unidos ou Reino Unido. Em Portugal os cristãos coptas, de diferentes confissões, contam-se pelos dedos.

Há longos anos que os coptas se queixam de discriminação política, religiosa e social. A comunidade praticamente não está representada nas forças armadas, na polícia ou no sistema judicial. Desde o regime de Mubarak que é extraordinariamente difícil construir ou sequer restaurar igrejas, enquanto as leis que regem as mesquitas são muito mais suaves.

Mesmo assim, muitos coptas temeram as revoltas da Primavera Árabe, que levaram ao derrube de Mubarak, mas milhares de cristãos, sobretudo jovens, estiveram nas ruas a contribuir para a libertação do país. Os medos dos mais cépticos pareceram justificados quando um Governo da Irmandade Muçulmana venceu as primeiras eleições no país, e a situação começou a deteriorar-se para os cristãos que, sem grandes surpresas, apoiaram a revolta do general Sisi que levou ao derrube desse governo.

A situação interna melhorou sob a alçada de Sisi, mas a aparente colagem ao homem forte do Egipto tem servido para hostilizar ainda mais os jihadistas que, num dos piores episódios de violência contra os coptas, decapitaram 21 cristãos numa praia na Líbia, em Fevereiro de 2015.

Coptas etíopes?
Por vezes os cristãos da Etiópia são apelidados de coptas também. Isto deve-se ao facto de esta Igreja ancestral (a Etiópia é o país cristão independente mais antigo do mundo) ter estado na esfera de influência dos Patriarcas de Alexandria durante muitos séculos.

Eram estes quem nomeava um bispo para reger a Igreja Etíope, ordenar sacerdotes e resolver disputas teológicas e litúrgicas. A Igreja Etíope apenas se tornou independente em 1959, com a nomeação de um Patriarca próprio.

Em bom rigor, porém, o termo copta apenas se aplica correctamente aos cristãos de origem egípcia.

[Texto actualizado no dia 16 de Fevereiro de 2015]

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Religião e: política, violência, economia etc...


Hoje temos notícias para todos os gostos!
Religião e economia:
Vários sectores da Igreja estão preocupados com o próximo orçamento e querem que o Governo não esqueça as IPSS e os mais desfavorecidos.
Religião e violência:
O Papa manifestou profundo pesar pelos cristãos mortos no Egipto e um cardeal garantiu aos coptas, na sua maioria ortodoxos, que a Igreja Católica está próxima deles e do seu sofrimento.
Diálogo inter-religioso:
À medida que se aproxima o aniversário do encontro inter-religioso de Assis, 1986, os Franciscanos do Porto preparam uma iniciativa na mesma linha para o dia 26 de Outubro.
Religião e política:
Religião "pura":
Hoje há celebrações em Fátima, presididas pelo Arcebispo de Moscovo. O calor foi uma dor de cabeça para muitos dos peregrinos que este ano fizeram o percurso a pé!

Confrontos entre coptas e militares

As seguintes imagens revelam a intensidade dos confrontos que, no passado Domingo, causaram quase 30 mortos no Cairo, a maioria dos quais cristãos coptas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os cristãos na Primavera Árabe

Aqui na Europa emocionamo-nos e aplaudimos a queda das ditaduras árabes. Primeiro Tunísia, depois Egipto, Líbia… qual será a próxima?
Temos dificuldade em compreender que os cristãos na Síria, na sua maioria educados e próximos dos valores ocidentais, defendam tão obstinadamente o regime de Bashar Al-Assad.
Agora aceite este desafio. Ponha-se no lugar de um desses cristãos? O que tem visto nos últimos anos?
A queda do regime de Saddam Hussein e a consequente fuga dezenas de milhares de cristãos daquele país, muitos dos quais para a própria Síria e agora, depois da queda de Mubarak, os cristãos na rua a protestar a morte dos seus irmãos, atropelados por veículos militares e fuzilados nas ruas do Cairo.
Conheço alguns cristãos sírios e posso dizer que poucos deles sentem grande amor por Assad ou o seu regime. Sei de um que passou a ser vigiado pela polícia secreta quando esta soube que tinha estado em Portugal para participar num encontro de jovens católicos.
Mas ao menos sentiam-se seguros. E agora? É este o preço a pagar pela libertação dos povos árabes? O aumento da perseguição das comunidades cristãs locais?
Podemos não concordar com a defesa de ditaduras sanguinárias… mas nestes casos concretos, podemos dizer honestamente que não compreendemos? Podemos prometer uma alternativa melhor?
Cheguei a pensar que no caso do Egipto sim. Que a união entre cristãos e muçulmanos na Praça Tahrir era um bom augúrio. Os eventos dos últimos dias deixaram uma grande mossa nessa crença.
Filipe d'Avillez

Quando Cristo aparece num centro comercial saudita...

A situação no Egipto agravou-se desde Domingo. A comunidade cristã copta acusa agora o Governo (junta militar) de cumplicidade no massacre de mais de 20 dos seus irmãos. Depois da queda de Mubarak a situação dos coptas parecia estar a melhorar, uma escalada da tensão entre religiões pode ter consequências desastrosas para toda a região.
Muitos dos cristãos coptas testemunham a sua fé ostentando tatuagens religiosas. Pela mesma razão um futebolista colombiano foi detido, na Arábia Saudita


Para quem tem filhos entre os 4 e os 10 anos, conheçam aqui um livro que os pode ajudar a rezar.

Começa na próxima segunda-feira um curso sobre Ciência e Fé, em Miraflores. Este é um assunto cada vez mais “na berra” e as sessões parecem ser muito interessantes. Saiba mais aqui.
Por fim, hoje recordamos Edith Stein, ponte viva entre o Judaísmo e o Cristianismo, que morreu em Auschwitz e foi elevada aos altares em 1998.
Para além de padroeira da Europa, Edith Stein é, naturalmente, padroeira desta organização interessante.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Eclesiastes 3


Este fim-de-semana morreu o padre Luís Archer SJ, pioneiro da investigação biogenética em Portugal e perito em ética. Foi ontem sepultado, por entre várias homenagens. Aqui fica também a nossa.
Entretanto hoje surge a nomeação de um novo bispo auxiliar para a diocese de Lisboa, o actual reitor do Seminário dos Olivais, o Cónego Nuno Brás. Leia aqui uma análise pessoal sobre porque é que esta nomeação é um surpreendente (pelo timing mais do que pela pessoa) e o que isto poderá significar.
Durante o fim-de-semana houve festa das famílias com o Patriarca de Lisboa, em que ele elogiou a importância social da família, mas lamentou que tantas se tenham afastado dos valores cristãos.
Finalmente, ainda ontem, Bento XVI visitou a cartuxa da Serra de São Bruno e elogiou o silêncio, horas depois de ter condenado em alta voz, a organização criminal ‘Ndrangheta que actua naquela região. «Há um tempo de estar calado, e tempo de falar» Eclesiastes 3, 7.

O que significa esta nomeação?


A nomeação do Padre Nuno Brás para bispo auxiliar de Lisboa não deixa de ser um pouco surpreendente. Não pelo candidato em si, uma vez que o seu percurso anterior indicaria um eventual cargo episcopal, mas pelo timing.
Como se sabe, D. José Policarpo está resignatário. Dentro de pouco mais de um ano haverá um novo Patriarca de Lisboa.
Tradicionalmente os bispos auxiliares são nomeados após consulta com o bispo titular e por isso mesmo não é habitual nomear um auxiliar para uma diocese em que o bispo titular esteja de saída, pois estar-se-á a deixar para o próximo Patriarca, neste caso, um auxiliar recém-ordenado escolhido por outro.
Por isso é natural que se especule sobre a razão pela qual o padre Nuno Brás foi agora nomeado para Lisboa que, ainda por cima, já tem dois bispos auxiliares, D. Joaquim Mendes e D. Carlos Azevedo.
Uma explicação que parece ter fortes probabilidades é de que um dos actuais auxiliares possa estar também de saída, aguardando uma nomeação para muito breve que o levará para fora de Portugal. A confirmar-se, então D. José Policarpo ficaria apenas com um auxiliar, o que é manifestamente pouco para uma diocese da dimensão de Lisboa.
Quanto ao Padre Nuno Brás, por aquilo que conheço dele fico contente com a nomeação. Quem segue as novidades da Igreja percebe que Bento XVI está a tentar imprimir à Igreja uma leitura do Vaticano II que seja mais fiel aos textos do que ao seu alegado “espírito” e por aquilo que me lembro das aulas que tive com ele, o Padre Nuno enquadra-se bem nessa filosofia.
Que Deus o guie no seu difícil ministério é certamente aquilo que todos os católicos devem desejar.
Filipe d’Avillez

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Yom Kipur em Lisboa e em Tripoli

Para os nossos leitores judeus, votos de um santo Yom Kipur.
A partir do pôr-do-sol começa este dia da expiação/arrependimento, cujo significado nos foi explicado pelo Rabino de Lisboa, para ler e ouvir aqui.
Ainda no campo do judaísmo falamos de David Gebri, que voltou para a Líbia para limpar uma sinagoga. Resultado? Uma manifestação esta tarde em Tripoli contra ele, contra os judeus em geral e contra a abertura das sinagogas…
Hoje o Papa aceitou a renúncia de um dos bispos auxiliares do Porto e ontem foi lançada uma obra que o Opus Dei espera que possa acabar com alguns dos preconceitos que existem contra ele.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vaticano II: Espírito, ruptura ou hermêutica da continuidade?

O prefeito para a Congregação do Clero criticou o “espírito” do Concílio Vaticano II, dizendo que este deve ser lido de acordo com os textos que produziu e negando que tenha sido uma ruptura.
Opinião diferente terão certamente os padres austríacos que assinaram um Manifesto pela Desobediência. Já são mais de 400 e dizem que não vão ceder nas suas reivindicações.
Ramos Horta juntou-se ao Arcebispo (anglicano) Desmond Tutu para pedir o fim da perseguição dos Bahá’ís no Irão.
No Reino Unido a Comissão para a Igualdade apoia as duas mulheres despedidas por usarem crucifixo no seu caso no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

De um falso padre em Braga ao novo bispo de Bragança

Um homem foi condenado ontem por se fazer passar por padre. O que fazer com os casamentos e baptizados que “celebrou”? Saiba aqui.
Em Israel cresce a preocupação com casos de terrorismo praticado por judeus contra muçulmanos. Na segunda-feira foi incendiada uma mesquita, a quinta na região só este ano.
Na Polónia estuda-se o caso de um milagre eucarístico. Uma hóstia consagrada que se terá transformado em tecido de coração humano…
Por fim, Bragança tem desde Domingo um novo bispo. D. José Cordeiro quer ser conhecido como o bispo da internet…

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